quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A.P.P.

Estou seriamente pensando em criar a A.P.P. – ASSOCIAÇÃO dos PAIS PROIBIDOS.
Esta Associação irá representar o PAI sem direito, o PAI que não é ouvido pela JUSTIÇA, o PAI privado ou proibido de conviver com seus FILHOS.
Quem disse, ou quem determinou que os direitos da MÃE, com relação aos FILHOS, são maiores do que os do PAI.
Quem disse, ou quem determinou que a MÃE tem maior importância na educação de um FILHO do que o PAI.
Porque um JUIZ tem dificuldade em ouvir um PAI, enquanto que esse mesmo JUIZ é todo “ouvidos” quando escuta uma MÃE, mesmo que essa MÃE abuse do direito de distorcer os fatos, distorções que não podem ser contestadas pelo PAI, porque o JUIZ não ouve esse PAI.
Precisamos, com extrema urgência, de uma revisão de valores, de uma revisão da “figura do PAI”, quando quer ser exercida com responsabilidade e amor.
O Judiciário precisa rever conceitos ou, no mínimo, escutar com atenção aquele que é um PAI responsável. O Judiciário já tem por norma ou princípio, que a MÃE é de importância fundamental (o que não questiono) e o PAI, segundo o Judiciário, literalmente, é praticamente “NADA”, ou melhor, só serve financeiramente.
Temos diversos exemplos de “PAI EXCLUSIVAMENTE FINANCEIRO”, cujo resultado é um FILHO desajustado ou problemático, visto que só conviveram com a idéia de PAI, com a ausência do PAI, só conviveram com os recursos enviados, não conviveram com a presença, a confiança e o amor que um PAI, também, deve e pode oferecer.
Palavras do psicólogo forense, -“muito PAI desiste, não porque quer, mas sim devido às extremas dificuldades encontradas”-.     EU NÃO DESISTO.
O Judiciário precisa entender que o relacionamento entre PAI e FILHO deve ser um caminho natural, calmo, sem disputas absurdas de “posse”, de um ou outro lado (lados que não deveriam existir, pois o objetivo deve ser um só), coisa muito fácil de detectar e, assim, com JUSTIÇA e bom senso,  determinar o melhor.
Existe PAI, que quando a mulher fica grávida, “engravida” junto. Essa afirmação pode parecer absurda, mas acontece. Quando o PAI fica “grávido” junto com a MÃE, o amor pela criança já se inicia no primeiro mês de gestação, e só vai crescendo.
Quando o PAI “engravida” junto, acha aquela mulher enorme, que está ao seu lado, a mulher mais linda do mundo. È quando, realmente, esse PAI começa a treinar a delicadeza, a dedicação, o respeito, enfim, o amor incondicional.
É ESSE AMOR INCONDICIONAL QUE O PAI TEM POR SEUS FILHOS, NEM MAIOR, NEM MENOR DO QUE O AMOR DA MÃE.
Amor por um FILHO não tem medida, é o amor incondicional, amor que um PAI também sente,  amor que um PAI também sabe dar. 


Pai Proibido

DESABAFO DE UM PAI “PROIBIDO”
Neste exato momento, escrevendo esse desabafo, choro, choro muito a ausência de minha filha, essa graça que Deus me concedeu. Essa ausência forçada, imposição de uma mãe que acredita que pode amar mais um filho do que o pai, como se amor por um filho tivesse medida.
Amor por um filho, o amor que tenho pela minha filha é incondicional, independe de retribuição, independe de gestos ou ações, é simplesmente amor, puro e sem medida. 
Amor por um filho, o amor que tenho pela minha filha teve início quando  soube da gravidez, quando era só um “grupinho” de células, ainda uma vida em formação, já um amor incondicional, amor proteção, amor cuidado, amor carinho, inexplicável e sem medida.
Nos nove meses seguintes, acompanhando diariamente o crescimento, ficando cada vez mais emocionado, nó na garganta e olhos encharcados,  a cada exame de imagem, amando como nunca amei uma mulher,  que a cada dia ficava mais gorda, quanto mais engordava, mais linda ficava, mais amada ainda, levando em seu ventre minha filha, um presente de Deus, e o meu amor por aquela criança, minha filha, não parava de aumentar, sem medida.
Passaram os nove meses, muito rápido, nasceu meu presentinho de Deus, chorei muito, tinha medo de pegar, achava muito pequena, tinha receio de “quebrar”, minha vontade era abraçar muito forte, não podia, ainda não podia demonstrar com um forte abraço para aquela criança, minha filha, meu amor sem medida.
Desde que nasceu, desde aquele dia em que recebi esse presentinho de Deus, estive com ela, minha filha, todos os dias, e a cada dia era uma alegria maior, qualquer coisa que ela fazia se tornava uma festa, um olhar diferente, um gesto, um sorrisinho, uma brincadeirinha boba, tudo me fazia muito feliz, meu amor aumentava, ainda sem encontrar a medida.
A cada dia uma nova descoberta, ela, minha filha, aprendendo e descobrindo,  eu aprendendo e descobrindo com minha filha, minha princesinha. Aprendeu a me abraçar, aprendeu a me beijar, aprendeu a brincar comigo, aprendeu a me amar, um amor no início, amor que ainda precisa ser cultivado em todos os momentos possíveis, a cada dia, a cada hora. E, em todos os momentos possíveis, a cada dia, a cada hora, o meu amor por essa criança, minha filha, aumenta, ainda não encontrei a medida.
Hoje, exatamente hoje, minha filha está completando 1 ano e dois meses e, pela primeira vez, não lhe dei um abraço, um beijo, não lhe disse “te amo”, não vi seu sorriso, não vi aqueles  olhinhos me procurando quando ouve minha voz. Hoje,  pela primeira vez, nesses 14 meses de convivência diária, consegui definir  a medida do meu amor, é um amor infinito, então, um amor sem medida.
Peço a Deus, a cada minuto do dia, todos os dias, que me conceda a graça de voltar a conviver diariamente, voltar a abraçar minha filha, que me conceda a graça de me libertar dessa prisão sem grades, onde, injustamente, fui colocado, me tornando um pai “proibido”, por uma mãe que, provavelmente, não conheceu amor de pai, não conhece o amor de um pai, um amor sem medida.
09/11/2009